"O pensar se manifesta na palavra; A Palavra se transforma em ato; o ato se desenvolve em hábito; e o hábito endurece como caráter." - Buda

"Nós somos as sondas por meio das quais a existência conhece a si mesma."

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A "esquerda" e a "direita" em política ou porquê não existem anjos na política.

Olá mais uma vez para as queridas três pessoas que lêem este blog.

Pois bem o assunto de hoje é, em parte, política.

Assunto polarizante, evocador de subjetividade e frequentemente, embates agressivos por parte de quem interage falando sobre.
O que é interessante pois como um país, o Brasil tem a memória de um peixe dourado.
Você pode se envolver em escândalos absurdos, como toda a história da era Collor, e garanto que se você possuir as conexões certas, você retornará a política.


Mas não é sobre isso que quero falar. Quero falar justamente sobre a polarização que o assunto causa. O aspecto emocional.

É algo fácil de se constatar que emoções fortes nublam o julgamento objetivo.
Porque quando alguns falam de política seus corações e faces se inflamam, seus punhos se fecham e começam a esbravejar como Botafoguenses/Flamenguistas/Vascaínos/Tricolores furiosos?

Já ouviram falar de identificação?

Identificação é um fenômeno interessante. Por um momento, você se "enrosca" com o objeto de sua identificação, então qualquer coisa que você perceba como um ataque a seu objeto adorado, é interpretado como um ataque a própria pessoa.

Este estado de identificação pode se perpetuar indefinidamente, por meio de reforços positivos contínuos que você recebe de pessoas do meio.

Em outras palavras, você pode continuar sendo "vermelho" porque isto foi associado tradicionalmente com inteligência superior, discernimento, coragem para lutar contra a máquina capitalista. Em outras palavras, parte da sua identidade acaba sendo derivada de uma associação partidária.

Mas será que todos os "vermelhos" lutam pela igualdade, fraternidade e tudo que há de bom?

Vejamos esta interessante passagem :

"Marxist revolutionary Willi Munzenberg made no bones about his mission in life. It was to destroy Western civilization. No kidding. To accomplish this, he said, the Frankfurters would have to “organize the intellectuals and use them to make Western civilization stink. Only then, after they have cor rupted all its values and made life impossible, can we impose the dictatorship of the proletariat”. (OO's italics).

To summarize: Let’s create a culture of pessimism. Let’s make Western civilization stink. Let’s create a godless world and drive people to despair. Let’s corrupt society’s values and make life impossible. In short, let’s create hell on earth."

Esta passagem, retirada de um artigo sobre a corrupção da arte moderna traduzida fica assim:

" O revolucionário marxista Willi Munzenberg não disfarçava sua missão na vida. Era destruir a civilização ocidental. Sem brincadeira. Para conseguir isto, ele dizia, os Frankfurters teriam de organizar os intelectuais e utilizá-los para fazer a civilização ocidental tornar-se podre. Somente assim, após corromper todos os seus valores e fazer a vida impossível, podemos impor a ditadura do proletariado.

Willi. Mr. Nice Guy.
Sumário: Vamos fazer uma cultura de pessimismo. Vamos fazer a civilização ocidental apodrecer. Vamos criar um mundo sem deus e levar as pessoas ao desespero. Vamos corromper os valores da sociedade e fazer a vida impossivel. Em resumo, vamos fazer o inferno na terra."

Curioso, não? Não vejo muito de igualdade em discurso tão nobre.

Postei sobre um marxista, simplesmente para ilustrar que estes que frequentemente são vistos como os salvadores de nossa era, podem servir a interesses políticos obscuros tanto quanto a "direita". Não há necessidade de postar sobre a direita pois é bem claro que a direita costuma prestar servitude a máquina corporativa/capitalista.


Caminhos Vazios

Religião ou caminho que não te transforma positivamente é adorno e assunto pra rodinha de cerveja. É como um livro de romance. Como calorias vazias de um twinkie: 

"Li (fui a missa/culto/ou o que seja, pois eu realmente não vejo diferença em manifestações externas de religiões de base judaico/cristâ), chorei/ri/fiquei indiferente com o livro (ou ritual), e fui pra casa. Continuo o mesmo. A mesma 'coisa' guiada pelas marés da vida, sem controle, tentando escapar o abismo existencial que ameaça me devorar se eu parar."

Melhor ter um caminho "indefinido" na concepção de outrem, que um caminho tradicional, mas incapaz de responder suas perguntas e em definitivo, lhe levar a algum lugar.

domingo, 15 de setembro de 2013

Uma longa e gorda história? Dieta Paleolítica, Parte III


AVISO: O seu coração pode ter um aspecto ligeiramente diferente
do coração da imagem. Assim eu espero pelo menos.
Procure um médico caso tenha dúvidas.

Na ultima "edição", deixamos no ar o questionamento: e quanto a saúde do bom e velho coração?

Toda essa história gordurosa, traz a luz uma das preocupações do público:  o consumo elevado de gorduras de origem animal leva a uma maior possibilidade de doenças do coração?
 Apesar de freqüentemente afirmado, não é o caso. O que os estudos apontam é uma imensa falta de correlações que mostrem que o consumo de gorduras saturadas leva a doença coronariana e que níveis de colesterol sanguíneo ou da dieta sejam indicadores de risco. Um projeto de um grupo de cientistas, chamado de International Atherosclerosis Project analisou trinta e uma mil autópsias de quinze países diferentes e encontrou zero correlação entre ingesta de gordura animal, doença arteroesclerótica e níveis de colesterol no sangue. Um estudo recente até demonstra altos níveis de colesterol como benéficos para o cérebro!

Então, qualquer gordura serve? Devagar com o andor meus caros, pois o consumo das gorduras erradas pode, e leva a conseqüências desastrosas. Lembram-se que foi dito anteriormente que nem todas as gorduras são iguais? A classificação das gorduras dá-se pelo nível de saturação ou insaturação das cadeias de ácidos graxos constituintes... em português agora. A classificação se dá por pequenas diferenças na estrutura dos ácidos graxos que compõem a gordura. Então temos ácido graxos saturados (basicamente de origem animal), monoinsaturados e polinsaturados (basicamente de origem vegetal) e... as gorduras trans.

As infames gorduras trans são gorduras de origem vegetal que são processadas para aumentar seu grau de saturação, aumentando seu tempo de vida útil. Um processo chamado de hidrogenação. O problema é que isto altera a estrutura da molécula, de tal forma que o corpo não consegue mais fazer um reconhecimento adequado. É como se o corpo ficasse cego para a molécula, e lidasse com ela da melhor maneira que um cego consegue: trôpega e toscamente. As gorduras trans entre muitos outros efeitos desagradáveis aumentam o risco de diabetes do tipo 2 e alteram as capacidades de desintoxicação do fígado para pior.
Então é uma questão de evitar as gorduras trans! Eu já faço isso quando cozinho com meu óleo de soja, não? Errado, estimado leitor.


Err...existem escolhas melhores.

A razão pela qual as gorduras trans foram criadas em parte, é porque os óleos vegetais, como o de soja, são extremamente suscetíveis a ficarem rançosos. E este risco aumenta quando estas gorduras são expostas a calores como o de uma frigideira por exemplo. Estas gorduras, estes óleos, uma vez rançosos quando consumidos aumentam os riscos da aterosclerose, as velhas placas que entopem suas artérias.
É esperado que este texto tenha lhe munido com informação para fazer escolhas mais saudáveis a respeito da alimentação. Que a despeito do que outros veículos propõem, que emagrecer é um bom motivo para olhar para o que você come, mas que existem muitas outras razões para prestar atenção.

Então leitor, para não nos alongarmos mais que o veículo permite, tenha em mente que talvez a alimentação regule finamente muitos processos que você nunca parou pra pensar, e você literalmente é o que você come, visto que os ácidos graxos que você ingere literalmente farão parte de sua estrutura corporal, e que a quantidade de carboidratos que você ingere podem lhe predispor para doenças desagradáveis. Por motivos de espaço não tocamos em MUITOS outros tópicos relacionados, sobre como o consumo excessivo de carboidratos pode estar ajudando você a envelhecer mais depressa por meio de produtos avençados de glicação (AGEs), o efeito inflamatório de muitos legumes no seu intestino e como isso possivelmente é ligado a doenças auto-imunes, condições ligadas a candida albicans, entre outros. Levando em consideração que a chegada da agricultura trouxe consigo uma redução na estatura, dentes tortos, cáries e o surgimento de algumas doenças cujos indicadores não eram encontrados nos nossos ancestrais da era do gelo, revisitar os meios antigos de vida e ser conservador neste contexto talvez não seja uma idéia tão ruim assim.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Uma dieta paleolítica para um corpo paleolítico! Dieta Paleolítica, Parte II


Nos idos tempos da era do gelo os humanos eram organizados em pequenas tribos de caçadores-coletores. Por alguns milhares de anos de nossa evolução, a dieta humana consistia de proteína de origem animal, também conhecida como carne para os menos bioquímicamente inclinados, sendo esta cozida ou não, alguns insetos (exótico não?), ovos, e frutos do mar. Os três últimos items da dieta eram sujeitos a disponibilidade, então basicamente era uma dieta primariamente carnívora.
Dynastes hercules, ou besouro Hércules. Um componente usual da dieta paleolítica. Ou talvez não.

Esta dieta era rica em gordura, e algumas estimativas põem o consumo em mais ou menos dez vezes o que consumimos atualmente. Esta gordura era rica em ácidos graxos saturados, monoinsaturados, Omega-3 e quantidades balenceadas de Omega-6 e quantidades abundantes de outros nutrientes solúveis em gordura. Ácidos graxos são as unidades que compõem as moléculas maiores de gordura, as macromoléculas de gordura.
E não, as gorduras não foram todas criadas iguais.
Fonte de gordura saturada. E de serotonina. E de prazer. 

Dependendo dos ácidos graxos que constituem a molécula de gordura, teremos diferentes reações fisiológicas do corpo quando esta gordura for processada. Alguns desses ácidos graxos são desejáveis... outros, nem tanto. 

Mas, basicamente esta era a dieta na era do gelo. No período Neo-Paleolítico, a idade da Pedra Lascada ou dos Flinstons, marcado pelo surgimento da agricultura, localizado temporalmente há dez mil anos atrás aproximadamente, começa a aumentar o consumo de plantas, nozes, sementes e quantidades limitadas de frutas selvagens, quando disponíveis. O consumo de gordura era considerado como um prêmio, e continua sendo um bem valiosíssimo, mesmo nas sociedades caçadoras coletoras atuais.
O consumo de plantas era escasso, pois sem os métodos atuais de preparo, a quantidade de “anti-nutrientes” tóxicos que as mesmas possuem sobrepuja seu valor nutricional. E mesmo com os métodos atuais, o que sobra é um alimento pobre em nutrientes.

Dos macronutrientes, o único que era consumido em quantidades limitadas é o grupo dos carboidratos. Tirando os vegetais verdes e frutas selvagens, que basicamente são representates dos carboidrados fibrosos, boa parte da energia para as atividades caçadorísticas vinha das proteínas e gorduras. O que é interessante nessa história é que dos três macronutrientes, carboidratos são os únicos que não são essenciais. Excetuando-se os carboidratos fibrosos, uma vez no corpo são “quebrados” em glicose, que é um combustível energético multi-uso. A glicose nada mais é que um tipo específico de açúcar. Por sinal, o açúcar que você ingere com seu café enquanto tolera esta leitura também tem o mesmo destino. Os carboidratos fibrosos passam basicamente indigestos ao longo de nosso trato digestivo e são excretados. Por vezes fazendo algum prejuízo ao longo do caminho, mas este é um papo pra outra hora.  A glicose pode também ser produzida no corpo a partir de gorduras ou de proteínas ingeridas na alimentação. Uma vez “quebrada”, a glicose vinda da alimentação eventualmente chega a corrente sanguínea, e se os níveis da mesma forem altos o suficiente, os níveis do hormônio Insulina aumentam para tentar reduzi-los para um nível normal. Isto é importante. Você precisa ter certa quantidade de glicose no seu sangue o tempo todo. Se tiver mais, ou menos, o corpo reage com hormônios específicos para cada uma das situações. A parte não tão divertida, é que níveis mais altos regulares de glicose no sangue estão associados com um risco 40% maior de morte por doença cardiovascular. E os níveis de glicose sanguínea estão diretamente ligados ao consumo de carboidratos na alimentação. Quanto mais você consome regularmente carboidratos, aquele pão branco, aquele macarrão aos quatro queijos, mais carboidratos seu corpo se “acostuma” a ter presente no sangue regularmente após a insulina tentar reduzi-los. Em outras palavras, quanto mais o seu quarto fica bagunçado ao longo do tempo, mais você tolera certo nível de bagunça mínima mesmo após arrumar o quarto. Apesar dos tecidos do corpo utilizarem prontamente a glicose, este não é o único combustível que elas podem utilizar. Há outro combustível, os corpos cetônicos, oriundos do metabolismo dos ácidos graxos.
Messi, um famoso autista. Diagnosticado com a Síndrome de Asperger com apenas 8 anos. A dieta Paleolítica era amplamente utilizada para tratar casos severos de epilepsia e autismo na virada do século por alguns médicos Europeus, com grande sucesso. Seu uso terapêutico está lentamente se tornando lugar-comum para o bem dos futuros autistas e epilépticos.
Os corpos cetônicos estão ganhando popularidade novamente como o combustível natural e próprio da maioria dos órgãos. Um estudo mostra que crianças epilépticas quando postas em dietas que induzem cetose, que não deve ser confundida com cetoacidose, (um estado patológico em que o corpo não consegue regular a produção de corpos cetônicos, levando a uma acidez generalizada dos tecidos) ,o número de convulsões que estas crianças sofrem diminui ou até mesmo para completamente.
Os corpos cetônicos são inclusive apontados como os mais eficientes para o metabolismo do coração, aumentando a eficiência dos batimentos.

            Além de sua importância energética, as gorduras saturadas vão ser um dos componentes dos axônios, que são os fios de alta tensão que levam as informações de um ou mais neurônios de seu cérebro para outros neurônios, às vezes em regiões muito distantes como a base sua medula espinhal. Localizada nas costas em uma região um tanto acima das nádegas para os menos anatomicamente inclinados, mas brasileiros o suficiente para entender.

Mas, e toda a história de que gorduras fazem mal ao coração? Se você andar comendo bacon e torresmo você certamente irá "empacotar" cedo!!! Ou não?
Assunto para ser discutido em breve, quando encerraremos nossa série sobre a dieta Paleolítica.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Dieta Paleolítica... mais antiga do que você pensa.

Dieta.
Uma mera busca pela palavra no Google, retorna 135.000.000 resultados aproximadamente. Claramente, é algo que está a rondar a cabeça das pessoas... a preocupação com a barriga. Dieta da linhaça, Dieta dos pontos, Dieta da Proteína, Dieta dos Sete dias, dos três macacos mancos, da Lua cheia de Iggdrazil... haja informação!

E muitos destes links, destes livrinhos de jornaleiro, e livros não tão jornalerísticos assim, raramente concordam uns com os outros. Um diz que você tem de comer uma maçã a cada lua nova pra resetar seu metabolismo. Outro diz que você tem de comer mais carboidratos pra ter energia. Em outro lugar, carne vermelha demais engorda, gordura engorda, mas talvez emagreça. É o caos. E as pessoas se preocupam com a balança. Também pudera!

Segundo a Associação Médica Brasileira, 65 milhões de pessoas, 40% da população está com sobrepeso. E destes, 10 milhões são considerados obesos. Deixe esse número flutuar em sua cabeça por um instante. D.E.Z. Dez. Aquilo que você faz com as duas mãos abertas quando quer indicar que tem muito de alguma coisa. Agora só imagine que além das suas duas mãos tem uma multidão fazendo o mesmo. É isso aí. Todos esses dedinhos são pessoas obesas. É um problema sério.

Em estudos epidemiológicos, o diagnóstico da obesidade é feito a partir do Índice de Massa Corporal (IMC), obtido pela divisão entre o peso (medido em quilogramas) e o quadrado da altura (medida em metros) (WHO, 2000). O excesso de peso é diagnosticado quando o IMC alcança valor igual ou superior a 25 kg/metro quadradado, enquanto que a obesidade é diagnosticada a partir do IMC de 30 kg/metro quadrado.
Porque as pessoas engordam? Será porque não nos mexemos o suficiente?
Normalmente a obesidade é estigmatizada como o resultado inevitável de uma vida sedentária. Logo, é comum que as pessoas obesas sofram certo preconceito.
Mas será que a falta de atividade é a única culpada, ou mesmo a principal culpada destes números inflados? (Piada não intencional).

Uma maneira de começar a responder a esta pergunta, é com outra pergunta, ignorando solenemente os ensinamentos de Seu Madruga de que “Somente os burros respondem uma pergunta com outra pergunta”, por uma boa causa.
Será que o que comemos não tem pelo menos parte da culpa? E se tem, o que deveríamos estar comendo?
Para responder esta pergunta, vamos viajar no tempo... para uma era inóspita, arcaica e demasiadamente branca. As raízes de nossa história enquanto Homo sapiens. Retornemos, por um breve momento, a era do gelo.

            A Atual era do gelo (sim você leu corretamente, atual, teus olhos não te iludem fiel leitor), que atende pelo simpático nome de Glaciação do Pleistoceno, começou 2.58 milhões de anos atrás e se extende até os dias de hoje.
Há um bocado de evidências arqueológicas que a forma humana atual desenvolveu-se durante este período, também chamado de Paleolítico, do grego “pedra antiga”.
Bom, óbvio que as pedras eram antigas nesta época, mas o que mais é tão antigo quanto e que é críticamente importante?

Nosso código genético. Nosso genoma, todo o conteúdo genético de nosso organismo, nosso molde, a planta de como se construir um ser humano. Ele basicamente é o mesmo desde estes tempos remotos. E nosso genoma dita nossa fisiologia, que pode ser entendida como a maneira que as reações biológicas ocorrem, o funcionamento das partes da máquina humana. Qualquer máquina para funcionar precisa de partes adequadas e funcionais, e cada parte tem suas necessidades. Se fosse um carro algumas partes tem de ter água fervente em seu interior, enquanto outras partes precisam estar absolutamente secas. 

Disto podemos concluir, por analogia, ó paciente leitor, que há necessidades diferentes para diferentes órgãos, e que o desrespeito a estas necessidades resulta naturalmente no mau funcionamento ou na perca total de função do órgão. E nem todos os órgãos podem dar-se ao luxo de trabalhar mal sem conseqüências mortais para o indivíduo que os carrega.

Enquanto um carro precisa de óleo e outras substâncias em suas partes para funcionar, nós precisamos de nutrientes. Nutrientes maiores em tamanho útil, este tamanho digamos que seja o utilizável por nosso organismo, os chamados macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras) e os micronutrientes. Entretanto existe uma variedade imensa de macro e micro nutrientes, e daí surge grande parte da confusão em termos do que comer para manter nossa máquina humana funcionando de maneira ótima. Você pode ingerir nutrientes inadequados, e a máquina humana, resistente e adaptativa continuará funcionando, mas em baixo rendimento. O que você prefere então, astuto leitor? Viver ou sobreviver? Andar ou Capengar?
Talvez, entendendo nossos ancestrais, podemos entender onde podemos melhorar em termos alimentares.
O que então, nossos ancestrais comiam, para suprir os órgãos com nutrientes adequados?

A resposta é diretamente ligada a como estes humanos se organizavam socialmente.

Fiquem ligados para a próxima parte, daqui a alguns dias.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Ausente!

Como vocês devem ter notado, há algum tempo que o blog não é atualizado.
O Blog continua operacional, é apenas falta de tempo daquele que o escreve, consumido pelo mestrado acadêmico.
Em breve, novas postagens, sobre a tal da Dieta Rica em Gordura Saturada e outras cositas mas.
Deixo com vocês uma pequena mensagem, que espero que seja útil nestes tempos tão fascinantes e estranhos em que vivemos.

"Progresso, não perfeição. Mover-se em busca de uma direção, um ideal que a muitos sirva. Mover-se é o que conta, o ato não precisa ser perfeito. Só precisa ser "atuado". FAÇA algo. Mesmo que imperfeito, aproveite-se do impeto inicial, fique de olhos abertos para prover a força quando o impulso passar.
Cuide de sua saúde mental. Não siga um caminho só por seguir, faça contar. Permaneça apenas se ele lhe mudar. Cuide de sua saúde emocional. Não seja escravo de chavões e clichês. Arrisque. Vai dar errado. E você vai se levantar novamente. Porque você ainda respira, e existem aqueles que estão dispostos a caminhar contigo."

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Vegetarianismo e desordens Alimentares?

Weighing
© Alamy
"Eu não posso comer isso, desculpe."

Se você é vegetariano, é um refrão que você provavelmente está familiarizada. Comida a vontade - no trabalho, em reuniões sociais - mas você não participa por causa de suas restrições alimentares. Esse mistériosa hors d'oeuvre ou o bastão teriyaki gorduroso?Obrigado, mas não, obrigado.

Há muitas razões válidas para ser um vegetariano (ver: o ambiente, sua saúde, e o estado deplorável da indústria da carne, para iniciantes). Mas e se você for vegetariana para ajudar a disfarçar e ajudar um distúrbio alimentar?

Novas pesquisas sugerem que uma grande porcentagem de mulheres com transtornos alimentares podem estar fazendo exatamente isso.

Mulheres que sofrem de transtornos alimentares são quatro vezes mais passíveis de serem vegetarianas do que mulheres sem distúrbios alimentares, de acordo com um estudo recente publicado no Jornal da Academia de Nutrição e Dietética.

Os pesquisadores descobriram que 52 por cento das mulheres com histórico de distúrbios alimentares tinha sido vegetariana em algum momento de suas vidas. Em contraste, apenas 12 por cento das mulheres sem distúrbios alimentares tinha experimentado com uma dieta vegetariana.

Para os clínicos que trabalham com pacientes com transtornos alimentares, os resultados do estudo não foram surpreendentes.

"Ser vegetariana pode ser outra maneira de cortar uma categoria de alimentos, ou um número de categorias de alimentos, se você se tornar uma vegan," Vanessa Kane-Alves, uma nutricionista registrada junto ao Programa Hospital Infantil de Boston de Distúrbios Alimentares, disse ao jornal The Huffington Post. "Ela torna mais fácil quando as pessoas fazem perguntas sobre onde o que você come. É uma maneira socialmente mais aceitável para restringir os alimentos."

Especialmente para uma adolescente, os pais podem estar menos propensos a discutir com você por não comer, ela acrescentou.

Kane-Alves, que não estava envolvida no estudo, enfatizou que a pesquisa não argumenta que o vegetarianos causa distúrbios alimentares, ou que não é saudável. Em vez disso, ela sugere o vegetarianismo pode ser um sintoma de um distúrbio alimentar para algumas mulheres.

"A conclusão deste estudo é, como um médico, se você tem um paciente que lhe diga que quer ser um vegetariano, vale a pena explorar isso mais do que você iria em outra situação", disse ela. Ela sugere que os médicos perguntem a seus pacientes porque eles querem ser vegetarianos.

No estudo, a motivação para ir vegetariano era totalmente diferente entre mulheres com transtornos alimentares e os que não eram. Nenhuma das mulheres sem distúrbios alimentares relatados se tornar vegetarianos para perder peso. Em contrapartida, quase metade das pessoas com um histórico de transtorno alimentar, disse que peso foi seu principal motivador.

Das mulheres com história de distúrbios alimentares e uma história de vegetarianismo, 68 por cento disseram que havia uma relação entre os dois. Uma dieta vegetariana ajudou a perder peso, cortar calorias e se sentir no controle, eles relataram.

Ser vegetariana para perder peso e controlar o que se come pode também se enquadrar na categoria de ortorexia - uma obsessão com a alimentação saudável, que pode servir de cobertura para um distúrbio alimentar , de acordo com Kane-Alves.

"É a mesma coisa", disse ela. "É restringir os grupos alimentares, gastando muito tempo da sua vida pensando sobre comida, preparar alimentos, leitura de rótulos, quando você não precisa necessariamente."

Ela destacou, também, que apenas cinco por cento daqueles totalmente recuperados de seu transtorno alimentar ainda eram vegetarianos.

"Nós sempre tentamos respeitar práticas alimentares vegetarianas, mas o que isso sugere é que talvez devêssemos ter recomendações diferentes para vegetarianos com distúrbios alimentares que estão tentando melhorar", disse ela. "Nós precisamos pelo menos ter uma discussão com a pessoa sobre como ela pode se alimentar sem ficar no caminho de sua recuperação."

domingo, 26 de agosto de 2012

A Dica dos Caçadores coletores para enfrentar a obesidade


Helen Briggs
BBC News
Mon, 13 Aug 2012 19:30 CDT

A ideia de que exercícios são mais importantes do que a dieta na luta contra a obesidade vem sendo contradita por nova pesquisa.
Um estudo da tribo Hadza, que ainda existe como caçadora-coletora, sugere que a quantidade de calorias que nós precisamos é uma caracteristica humana fixa.
Isso sugere que ocidentais estão se tornando obesos por comer demais e não por causa de um estilo de vida inativo, dizem cientistas.
O estilo de vida do povo Hadza mudou pouco em 1,000 anos.
Uma em cada dez pessoas serão obesas em 2015.

E, aproximadamente um terço da população mundial deverá estar acima do peso, de acordo com os gráficos da World Health Organization.
Acredita-se que o estilo de vida ocidental é largamente culpado pela "epidemia" de obesidade.
Vários fatores estão envolvidos, incluindo comidas processadas ricas em açúcar e gordura, porções grandes de comida, e um estilo de vida sedentário onde carros e máquinas fazem a maior parte do trabalho físico diário.
O equilibrio relativo entre de sobre-consumo e falta de exercícios é matéria de debate, no entanto.
Alguns especialistas tem proposto que a nossa necessidade de calorias tem caído drasticamente desde a Revolução Industrial, e esst é um risco muito maior para a obesidade do que mudanças na dieta.
Um estudo publicado no jornal PLos ONE testou a teoria observando o gasto de energia na tribo da Tanzânia, Hadza.
O povo Hadza, que ainda vive como caçadores-coletores, foram usados como modelo do estilo de vida  humano ancestral.
Membros da população de 1,000 indivíduos caçam animais e procuram por bagas, raízes e frutas a pé, usando arcos, machadinhas, e gravetos para cavar. Eles não usam ferramentas ou armas modernas.

DIVERSOS ESTILOS DE VIDA

Um time de cientistas dos EUA, Tanzânia e Reino Unido, mensuraram o gasto de energia em 30 homens e mulheres Hadza entre 18 e 75 anos.
Eles descobriram que os níveis de atividade física em homens e mulheres Hadza eram muito maiores, mas quando corrigidos para o peso e a altura, sua taxa metabólica não era diferente da dos Ocidentais.
Dr. Hermam Pontzer do departamento de antropologia em Hunter College, New York, disse que todo mundo tem assumido que caçadores coletores deveriam queimar muito mais calorias por dia do que adultos nos EUA e Europa.
A informação veio como uma surpresa, ele disse, destacando a complexidade do gasto de energia.
Mas ele insiste que exercícios físicos são, ainda assim, importantes para manter uma boa forma/saúde.
''Para mim isso diz que a grande razão para os ocidentais estarem engordando é que nós estamos comendo demais - não é porque nós fazemos poucos exercícios'', disse Dr Pontzer.
''Ser ativo é realmente importante para a sua saúde, mas isso não te fará magro - nós precisamos comer menos.
''Gasto de energia diário pode ser um traço desenvolvido que tem sido moldado pela evolução e é comum a todas as pessoas, e não simplesmente uma reflexão dos nossos diversos estilos de vida.''

Traduzido por André Almeida - Colaborador.

sábado, 4 de agosto de 2012

Artigos Traduzidos: O que ocorre no seu cérebro quando você come açucar? Dieta Rica em Frutose Prejudica Memória e Aprendizado

Original:  http://www.sott.net/articles/show/248954-This-is-your-brain-on-sugar-high-fructose-diet-sabotages-learning-memory 

Comer mais ômega-3 pode compensar os danos, dizem os pesquisadores
 

Atenção, estudantes universitários em fim de periodo: Atacar refrigerantes e doces por um tempo tão curto quanto pouco menos de seis semanas pode fazer você estúpido. 

Um novo estudo em ratos na UCLA, é o primeiro a mostrar como uma dieta constantemente alta em frutose retarda o cérebro, prejudicando a memória e aprendizagem - e como os ácidos graxos ômega-3 podem conter a perturbação. O Journal of Physiology publica estes resultados na sua edição de 15 de maio. "Nossas descobertas mostram que o que você come afeta como você pensa", disse Fernando Gomez-Pinilla, professor de neurocirurgia na David Geffen School of Medicine da UCLA e um professor de biologia integrativa e fisiologia na Faculdade de UCLA de Ciências e Letras.
"Comer uma dieta rica em frutose ao longo do tempo altera a capacidade do seu cérebro para aprender e lembrar de informações. Mas a adição de ômega-3 em suas refeições pode ajudar a minimizar os danos."
Enquanto pesquisas anteriores revelaram como a frutose prejudica o corpo através do seu papel na obesidade, diabetes e esteatose hepática não-alcólica (Fígado Gordo), este estudo é o primeiro a descobrir como o adoçante influencia o cérebro. 

Fontes de frutose na dieta ocidental incluem cana de açúcar (sacarose) e xarope de milho de Alta Frutose, um adoçante líquido barato. O xarope é amplamente adicionados aos alimentos processados, incluindo refrigerantes, condimentos, e alimentos para bebés. O americano médio consome cerca de 47 quilos de açúcar de cana e 35 quilos de alta frutose xarope de milho por ano, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. "Estamos menos preocupados com a frutose que ocorre naturalmente em frutas, que também contêm antioxidantes importantes", explicou Gómez-Pinilla, que também é membro do cérebro da UCLA Research Institute Centro de Pesquisa e lesão cerebral. 

"Estamos mais preocupados com a frutose do xarope de milho, que é adicionado aos alimentos industrializados como um adoçante e conservante." 

Fernando Gomez-Pinilla brain sugar
© Desconhecido
Fernando Gomez-Pinilla
Gomez-Pinilla e o co-autor do estudo, Rahul Agrawal, um professor visitante de pós-doutorado da Índia, estudaram dois grupos de ratos que consumiam uma solução cada frutose como beber água durante seis semanas. O segundo grupo também recebeu ômega-3 na forma de óleo de linhaça e ácido docosahexaenóico (DHA), que protege contra danos às sinapses - as ligações químicas entre as células cerebrais que permitem que a memória ea aprendizagem. 

"O DHA é essencial para a função sináptica -  a capacidade células cerebrais de transmitir sinais de uma para a outra," Gomez-Pinilla disse. "Este é o mecanismo que torna o aprendizado e memória possível. Nossos corpos não podem produzir DHA suficiente, por isso deve ser complementado através da nossa dieta." 

Os animais foram alimentados com dieta padrão e treinados em um labirinto duas vezes por dia durante cinco dias antes de iniciar a dieta experimental. A equipe da UCLA testou como os ratos foram capazes de navegar pelo labirinto, que continha inúmeros buracos, mas apenas uma saída. Os cientistas colocaram marcos visuais no labirinto para ajudar os ratos a aprender e lembrar do caminho. 

Seis semanas depois, os pesquisadores testaram a capacidade dos ratos para recordar a rota e escapar do labirinto. O que eles viram os surpreendeu. 

"O segundo grupo de ratos percorreu o labirinto muito mais rápido do que os ratos que não receberam ômega-3", disse Gomez-Pinilla. "Os animais  privados de DHA foram mais lentos, e os seus cérebros mostraram um declínio na atividade sináptica. Suas células cerebrais tinham problemas de sinalização entre si, prejudicando a capacidade dos ratos de pensar claramente e recordar o caminho que havia aprendido seis semanas antes." 

Os ratos privados de DHA também desenvolveram sinais de resistência à insulina, um hormônio que controla o açúcar no sangue e regula a função sináptica no cérebro. Um olhar mais atento no tecido cerebral dos ratos sugeriu que a insulina havia perdido muito de seu poder de influenciar as células do cérebro. 

"Como a insulina pode penetrar a barreira hematoencefálica, o hormônio pode ser um sinal  neuronal para desencadear reações que perturbam a aprendizagem e causar perda de memória", disse Gomez-Pinilla. 

Ele suspeita que a frutose é a culpada por trás da disfunção cerebral dos ratos com deficiência de DHA. Comer muita frutose pode bloquear a capacidade da insulina para regular como as células usam e armazenam açúcar para a energia necessária para o processamento de pensamentos e emoções. 

"A insulina é importante no corpo para controlar o açúcar no sangue, mas pode desempenhar um papel diferente no cérebro, onde a insulina parece perturbar a memória e aprendizagem," disse. "Nosso estudo mostra que uma dieta rica em frutose prejudica o cérebro, assim como o corpo. Isto é algo novo." 

Gomez-Pinilla, um nativo do Chile, e um entusiasta de exercício, que pratica o que prega, aconselha as pessoas a manter a ingestão de frutose em um mínimo e trocar sobremesas açucaradas por frutas frescas e iogurte grego, que ele mantém ao alcance da mão em um pequeno frigorífico em sua escritório. Uma barra de chocolate escuro ocasional que não tenha sido processada com um monte de adoçante extra pode também, disse ele. 

Ainda planejando para jogar a precaução ao vento e comer um sundae com calda derretida? Então também coma alimentos ricos em ômega-3, como salmão, nozes e linhaça, ou tome uma cápsula de DHA diariamente. Gomez-Pinilla recomenda um grama de DHA por dia. 

"Nossas descobertas sugerem que consumir regularmente DHA protege o cérebro contra os efeitos nocivos da frutose", disse Gomez-Pinilla. "É como economizar dinheiro no banco. Você quer construir uma reserva para o seu cérebro quando necessita de combustível extra para combater doenças futuras." O estudo da UCLA foi financiado pelo Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame.Laboratório Gomez-Pinilla vai agora examinar o papel da dieta na recuperação de traumatismo cerebral. 

[Correção: § 5 º deste comunicado foi alterado de uma versão anterior para refletir que o estudo se concentrou em frutose em geral, não especificamente em alta frutose xarope de milho, que o xarope de milho rico em frutose não é necessariamente "seis vezes mais doce" do que o açúcar de cana e que os americanos consomem cerca de 35 quilos de alta frutose xarope de milho per capita anualmente, e não "mais de 40 quilos." Citação do pesquisador no § 6 º também foi ligeiramente modificada para evitar a implicação de que o estudo se concentrou apenas na alta frutose xarope de milho.] 

O Departamento de Neurocirurgia da UCLA está empenhado em fornecer o mais abrangente cuidado aos pacientes por meio de programas inovadores de clínicas minimamente invasivas no cérebro e cirurgia da coluna vertebral; neuroendoscopia, neuro-oncologia para adultos e tumores cerebrais em crianças, cirurgia cerebrovascular; radiocirurgia estereotáxica para o cérebro e problemas de coluna; cirurgia para distúrbios do movimento, tais como a doença de Parkinson, e cirurgia de epilepsia. Por 20 anos consecutivos, o departamento foi classificado entre os 10 melhores programas de neurocirurgia do país pelos EUA News & World Report.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Artigos Traduzidos : Meditação se mostra mais eficiente que pílulas para aliviar a Dor Crônica

Emily Main
Rodale.com


Será que aperfeiçoar sua técnica de meditação cura a dor crônica? Vale a pena contemplar. 

Estima-se que a dor crônica afeta mais de 76 milhões de pessoas, que é mais do que diabetes e doenças cardíacas combinados, e dor nas costas é a principal causa de nosso país (EUA, mas provavelmente é algo similar no Brasil) de deficiência para as pessoas com menos de 45. E apesar de a indústria farmacêutica parecer bem adepta a introdução de um novo analgésico após o outro, as pílulas nem sempre ajudam. Um novo estudo publicado no Journal of Neuroscience, no entanto, sugere que algo que poderia: a meditação. Parece que melhorar a sua técnica de meditação pode muito bem ser mais eficaz do que analgésicos em reduzir a dor, e que poderia poupar centenas de custos dos medicamentos prescritos. 

OS DETALHES: Este foi um pequeno estudo que analisou apenas 15 adultos que se sentaram em quatro sessões de 20 minutos de meditação mindfulness (Uma forma de meditação que consiste em ficar ciênte do que lhe rodeia, de seus pensamentos e respiração, sem no entanto se focar em nenhum destes). No entanto, antes e após o treinamento, os cérebros dos participantes foram escaneados usando ressonância magnética (MRI), e durante cada varredura, os pesquisadores colocaram um dispositivo de aquecimento que induzia dor por um período de cinco minutos na perna direita de cada um dos meditadores em intervalos variáveis. As varreduras cerebrais revelaram que antes da meditação, a parte do cérebro que processa dor estava muito ativa, enquanto que após o treinamento da meditação, os níveis de atividade foram virtualmente indetectáveis. Além disso, após o treinamento da meditação, os participantes do estudo relataram uma redução em média de 40 por cento na intensidade da dor e uma redução em média de 57 por cento em desagrado dor. Os autores do estudo observaram que a morfina e outros analgésicos geralmente reduzem a percepção de dor e incômodo em apenas 25 por cento. 

O que significa: Não é nenhuma surpresa que as técnicas de meditação mindfulness podem nos ajudar a lidar com situações difíceis, e essa conexão mente-corpo tem sido tão amplamente estudada por pesquisadores de que os médicos já sabem que a meditação pode reduzir a pressão arterial, depressão, raiva e ansiedade. Algumas evidências sugerem que pode impulsionar o seu sistema imunológico e prevenir a gripe, entre outras doenças. No entanto, este é o primeiro estudo a mostrar que ele pode diminuir a dor física real. "Este estudo mostra que a meditação produz efeitos concretos no cérebro e pode fornecer uma forma eficaz para as pessoas a reduzir substancialmente a sua dor sem medicamentos", escrevem os autores. 

Se você está sofrendo de algum tipo de dor crônica, tente a meditação mindfulness. Felizmente, é fácil de aprender, e como este estudo mostra, você só precisa de alguns minutos por dia para colher os benefícios. 

 Aqui estão algumas instruções básicas para começar com a meditação mindfulness do consultor da Rodale.com Jeffrey Rossman, PhD, diretor de gerenciamento de vida no Canyon Ranch em Lenox, Massachusetts, e autor do livro  Mind-Body Mood Solution  (Rodale, 2010).
  1. Sente-se confortavelmente, de olhos fechados, certificando-se de sua cabeça e pescoço são mantidos na posição vertical.
  2. Concentre a atenção na sua respiração, seguindo a inalação e a exalação. A questão não é tanto sobre o pensar sobre a respiração mas sim experimentar a sensação de respirar.
  3. Observe quando sua atenção é atraída para um pensamento, som ou sensação, e traga de volta sua atenção à respiração.
  4. Se você está julgando qualquer aspecto do que você está experimentando - por exemplo, se você se encontra perdido em pensamentos e julgar que isso é "errado" ou "ruim" - basta notar o julgamento como "pensamento", e chamar a atenção de volta a sua respiração.
  5. Apenas fique presente. Se o que você está experimentando é agradável e você notar qualquer tendência a querer segurar a essa experiência, basta deixá-lo ir por retuning à respiração. Se o que você está enfrentando é desagradável e você percebe alguma tendência para afastá-la, basta observar o que você está enfrentando e voltar para a respiração.
  6. Lembre-se, não estamos tentando chegar a algum lugar quando meditamos. Estamos praticando a arte de estar aqui.
Concentre-se em sua respiração. A parte mais difícil sobre a meditação mindfulness é manter sua mente de vaguear. Uma dica de meditação para iniciantes é de se concentrar em sua respiração sempre que você se preocupar com um problema no trabalho ou incidindo sobre qualquer dor física que você está tentando lidar com eles. Pense onde sua respiração está vindo (a barriga ou no peito), onde você senti-la (no nariz, no lábio superior), como você está respirando profundamente, e assim por diante.

Prática diária. Comece com 10 minutos diários de meditação mindfulness, Rossman sugere, e tente trabalhar até 20 ou 30 minutos. Você pode meditar em qualquer lugar que seja confortável - no chão, na cama, numa cadeira de volta, mesmo. Onde quer que você escolher, tentar fazê-lo no mesmo lugar todos os dias, a fim de manter a consistência, e fazê-lo num momento em que você não está com sono.

Comentário do Website Sott.net:
 Para saber mais sobre os inúmeros benefícios de saúde mental, emocional e espiritual da meditação e exercícios respiratórios visite Éiriú Eolas Programa de Rejuvenescimento, Controle do Stress e Cura e teste todo o programa aqui gratuitamente.

Traduzido do Website Sott.net, reproduzido com permissão.
O programa Eiriu Eolas é propriedade intelectual de QFG. Publishing.
Fonte: 
http://www.sott.net/articles/show/248778-To-Soothe-Chronic-Pain-Meditation-Proves-Better-Than-Pills

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O que é a Verdade?


O que é a verdade? 

*** Introdução. *** 

"O que é a Verdade?" é uma questão que tem sido feita por milênios. Como nós ordinariamente usamos, o adjetivo "verdadeiro" significa "uma afirmação que corresponde aos fatos". Mais precisamente, a palavra "verdade" denota a validade de uma correspondência destinada (ou esperada) entre uma representação e, o que ela representa. Há muitos ensaios interessantes que lidam com esta questão na internet. Em um texto por exemplo, um exemplo é dado de um mapa sendo "fiel a geografia", porque "as linhas do plano apresentam aproximadamente a mesma forma bidimensional de ruas". A pintura é dita ser "fiel a vida" , se mostra com precisão a qualquer espectador como algo realmente parece quando você o vê com seus olhos. Este ensaio também sugere que "a verdade envolve dois 'sistemas', supostamente ligados por um" mapeamento ". 

Mas aqui, eu quero descrever como eu entendo este conceito quando eu estou usando ele. O que é uma "verdade objetiva", que é uma questão mais difícil. Mas também direi algumas palavras sobre isso .. É bem possível que o leitor, ao ler o que se segue, terá a impressão de que, de vez em quando, eu estou me contradizendo, mas eu estou tomando tal perigo em conta, e eu estou tentando tomar medidas contra esses mal-entendidos. 

Quando eu escrevo "como eu entendo este conceito", isso não significa que é só sobre mim. Seria melhor escrever: "como * nós* entendemos este conceito". A questão é que a discussão entra no domínio da filosofia e, portanto, vai além da minha competência profissional Portanto tomei precauções, e eu discutimos isso e chegaram a um acordo com.. Laura. Então, o que estou escrevendo diz respeito a nós dois, não somente a mim. Mas eu estou tomando total responsabilidade pessoal para o que estou escrevendo. Por isso eu escrevi "como eu entendo este conceito." 

******** 

Estamos operando com um conjunto finito de conceitos, portanto, em nossas "definições" é difícil evitar "definir pelo o que está sendo definido". Isso nem sempre é um desastre. Sabemos da "teoria dos conjuntos" matemática que, às vezes, auto-referênciar leva a paradoxos (Um barbeiro que barbeia todos aqueles que não se depilam.  Este barbeiro barbeia-se ou não? Se ele raspa a si mesmo, então não é verdade que ele barbeia apenas aqueles que não se depilam. Se ele não barbeia a si mesmo, então também não é verdade que ele barbeia TODOs que não se depilam). 
Algoritmos recursivos, isto é, algoritmos com uma função que chama a si mesma funcionam muito bem (embora sejam lentos), mas eles nem sempre terminam. Se o nosso universo não é finito, então a recursividade, mesmo a que não termina, pode ainda "melhor e melhor" aproximar a "solução" . Aqui está outra armadilha. Eu escrevi "melhor" entre aspas, porque o que é melhor e o que não é depende da nossa escolha da função para estimar distância. Esta função pode mudar de passo a passo, e quando as coisas estão ficando complicadas, chegamos à "Problem Halt". (Halt = Parar) 


"O problema é determinar antecipadamente se um determinado programa ou algoritmo irá terminar ou correr para sempre. O problema da parada é o exemplo canônico de um problema comprovadamente insolúvel . Obviamente qualquer tentativa de responder à pergunta de realmente executar o algoritmo ou simulando cada etapa de sua execução só vai dar uma resposta se o algoritmo em consideração ponha termo, caso contrário, o algoritmo de tentar responder à pergunta vai correr para sempre. " 

Teremos uma situação semelhante com a minha definição da verdade. Pode ser de modo que não sabemos com antecedência (e não há algoritmo que nos permita saber com antecedência) se o nosso "algoritmo" de chegar à verdade irá encontrar o seu fim ou não. A única coisa que podemos fazer é deixá-lo executá-lo, esperar para ver. 

(O que escrevi acima será mais fácil de entender para aqueles que têm alguma experiência com programação. Os termos "auto-referência" e "recursão", então, "sintonizar" na freqüência correta, e pode melhorar possíveis objeções.) 

*** *** Definição 

Primeira definição, um resumo: A verdade é objetividade. 

Agora deixem-me desenvolver esta definição e torná-la mais precisa. 

Suponha que existe tal coisa como "o Universo". Se você rejeitar essa hipótese, então tudo o que eu vou escrever a seguir é inútil. Estou considerando essa possibilidade, estou levando isso em conta. Agora, "Nós" fazemos parte deste universo, mas apenas uma pequena parte. Nossa percepção do mundo, nossos conceitos, nosso vocabulário, nossa programação, tanto inatos quanto geneticamente condicionados, mas também o que é modificado ou construído de raiz por nossas interações com o que chamamos o "mundo externo", todas elas carregam a marca desta "pequenez" de nós vis a vis a grandeza do Universo. Eles estão estampados com as marcas do caos e da incerteza, da aleatoriedade, de toda a história do desenvolvimento da vida e da civilização. Nem sempre somos objetivos. Às vezes somos objetivos quando julgamos os outros, mas deixamos de ser objetivos quando se trata de julgar a nós mesmos. Em Mateus encontramos isso..: 

MATEUS 7:1-5 [...] "Por que vês tu o argueiro que está no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, e eis que, uma trave no teu olho? Hipócrita, primeiro que retire a trave do teu olho; e então verás claramente para tirar o argueiro do olho do teu irmão. "' 

Às vezes, é o inverso. Vemos assim os nossos próprios problemas e falhas, mas fechamos os nossos olhos para as mentiras em torno de nós, temos problemas com a crença de que as pessoas, às vezes muito perto de nós, são capazes de mentir deliberadamente. Esta é a maneira como os adultos, por vezes, vêem os seus filhos ou seus cônjuges. Não há objetividade em tal percepção. 

Ambos os casos acontecem. Isto diz respeito não apenas as relações com nossos semelhantes, com a sociedade, mas também nossa percepção e nossa compreensão do mundo material, do mundo dos conceitos, do mundo do "conhecimento". 

Portanto, se aproximar da verdade envolve a descoberta de qualquer mecanismo que afeta negativamente a nossa objetividade, envolve a análise destes mecanismos, e procurar métodos para sua neutralização ou eliminação (eliminação nem sempre é possível, mas, nesses casos, a neutralização pode ajudar). 

Progredindo neste caminho de eliminar os mecanismos que estão distorcendo nossa objetividade, nós também somos capazes de definir, melhor e melhor, a própria noção de objetividade (aqui, novamente, temos um exemplo de uma recorrência). 

Nós também estamos sobrecarregados com o problema do antropomorfismo que podem distorcer nossa percepção do mundo. É necessário analisar este problema também. Ver "objetivamente" é ver o Universo da mesma forma que o Universo está vendo a si mesmo, isto é para ver em uma escala que vai além dos nossos interesses geneticamente determinados, as nossas experiências, nossa pequena dimensão no espaço e no tempo, e no espaço do "conhecimento". 

Será que este processo tem um fim? É convergente? 

Minha hipótese de trabalho, a partir de hoje, é a seguinte: esta é uma pergunta do mesmo tipo como a questão da Halt da máquina de Turing. Não podemos responder a esta pergunta, a não ser permitindo o processo "avançar". 

Alguém pode perguntar: como podemos subjetivamente decidir o que é objetivo e o que não é? Não temos aqui um paradoxo? 

Na verdade, temos um paradoxo. Mas um paradoxo paradoxal. Igualmente pode-se perguntar: como pode uma máquina que é mais pesada que o ar voar? Evidentemente, não é possível. No entanto, como sabemos, quando há uma vontade, há um caminho. Máquinas mais pesadas que o ar podem voar, e nós, sendo sempre, por necessidade, um tanto subjetivos, podemos trabalhar em remover o máximo dessa subjetividade quanto possível aproximarmos de uma abordagem mais objetiva. É como o famosoOuroboros - o dragão engolindo o rabo, um aparente paradoxo. Mas, ao mesmo tempo, como parece, este é o único método que funciona - dentro e fora. 

Então essa é a minha (nossa) compreensão da "verdade". Se há dúvidas - eu vou tentar resolvê-los. Mas este breve ensaio não seria completa se eu não fazer um comentário sobre o "sentido da vida." Aqui vou usar uma outra analogia do mundo da programação de computadores. Pelo jeito, parece-me que o desenvolvimento de programação de computadores, a ciência de algoritmos, a nossa experiência com máquinas de calcular programáveis, a teoria de codificação - todos eles abriram para nós novas perspectivas cognitivas. Hoje somos capazes de operar com novas, e como eu tendo a acreditar, mais importantes categorias cognitivas. Podemos ver o mundo de forma mais objetiva do que fizemos antes porque temos estes novos modelos cognitivos para "mapear" o nosso pensamento. 

Portanto: * sentido da vida * 

Minha hipótese aqui é mais arriscada, é apenas uma hipótese de trabalho. 

Nosso Universo é um sistema complexo. O grau de sua complexidade é bastante elevado. Neste complexo sistema, de algum modo ainda não compreendido, "programas" estão em funcionamento. Não há nenhuma razão para supor que esses programas estão livres de bugs. Assim, não está excluído que o Universo tem também "mecanismos de depuração". Consciência,inteligência, a própria vida em si, também podem ter - entre outras - tais funções. Portanto, o papel da inteligência pode ser este: descobrir esses bugs nos programas que rodam no Universo, e depurar o Universo. 

Portanto, eu estou indo além do puro "auto-replicação", como o sentido da vida (como no "Gene Egoísta" de Dawkins). Auto-replicação pode ser uma ferramenta, mas não o objetivo. O objetivo pode ser diferente:  depurar o Universo. O tempo necessário para isto pode ser bem longo. Além disso, o resultado positivo pode não ser garantido. Pode muito bem ser como com o Problem Halt: não há maneira de prever o resultado, o que resta é deixar a depuração de programas executados, para permitir auto-modificações. 

Se admitirmos essa hipótese, então a questão sobre o papel da inteligência e do sentido da vida assume novas cores. 

Alguém pode perguntar: mas o que podemos - como "pequenas" criaturas - realizar em grande escala do Universo? 

Uma pergunta interessante. Contudo, sabemos que, em sistemas complexos pequenas mudanças podem levar a inesperadas "transições de fase" globais. Não podemos excluir que algo como isso pode acontecer. Não podemos excluir que admitir tal hipótese pode mudar completamente a nossa perspectiva sobre o problema da responsabilidade da espécie humana - esta seria apenas uma conclusão lógica a partir de nossas premissas.

Como escrevi acima, esta é apenas a minha hipótese de trabalho, uma hipótese que eu estou usando em uma base diária. Parece-me interessante, cabe todo o conhecimento que eu tenho (física, matemática, filosofia, genética, biologia, psicologia). Mas se eu descobrir novos dados, então eu vou repensar minha hipótese novamente. Afinal de contas, a fim de depurar o Universo, primeiro precisamos para depurar a nós mesmos. E aqui estamos voltando, novamente, à questão da "verdade" e "objetividade".

De Arkadiusz Jadczyk.
Traduzido por Iron.